sexta-feira, 29 de junho de 2012

Poesia que fiz na gravidez...



Não faz muito tempo que sei que estás dentro de mim,
Meu querido filho

No começo fiquei feliz e assustada,
Uma nova vida é também uma nova responsabilidade,
Os dias passaram e não consigo imaginar viver sem esse amor que tomou conta de mim.
Posso ter imaginado, mas quando conversava com você à noite senti um movimento como bater de asas de borboletas.
Eu ouvi teu coração meu bebê e senti tantas coisas, emoção, apreensão, medo e felicidade.
Quero que saiba que mesmo não sendo planejado, és muito bem vindo!!!
E que eu te amo, muito mais que já amei qualquer pessoa, ou qualquer coisa em minha vida.
Você é pedaço de tudo que me fez ou me faz feliz,
Você é meu amor que sinto pelo seu pai, é a esperança em um mundo melhor e alegria da realização de meu sonho de ser mãe!!! 
Por isso meu bebê seja muito bem vindo, quero te ver em breve, mas enquanto isso aproveita na barriga pra crescer e se desenvolver com muita saúde, pois assim que chegares vai encher ainda mais nossas vidas de felicidades... 

Te amo!!!
Sua mamãe Giuli.

"No momento em que uma criança nasce, a mãe também nasce. Ela nunca existiu antes. A mulher existia, mas a mãe, nunca. Uma mãe é algo absolutamente novo."

As aflições, stress, refluxo e o grande amor para enfrentar tudo de peito aberto!



    Quando chegamos em casa as aflições continuaram, no mesmo dia à noite tive que leva-lo ao hospital infantil para mais alguns exames, chegamos lá foi uma tortura, eu sei que elas precisavam de fazer o exame de sangue, mas o pobre do menininho já estava todo judiado, pois quando nasceu a glicemia estava baixa e era constantemente furado. Fizeram exame de sangue para medir o nível de amarelão que ele estava, fizeram o exame...Sofrimento aqueles bracinhos mínimos sendo apertados com aquelas borrachas e uma agulha que era maior que a veia dele...Sofri muito em vê-lo chorando, fomos esperar na sala de espera, cheio de crianças doentes, fiquei aflitíssima já que ele tão pequeno era muito vulnerável.... Depois de horas esperando me chamaram para dizer que teriam que refazer os exames, pois o sangue que tinham tirado estava coagulado, mais sofrimento me desesperei comecei a chorar meu nível de stress estava ultrapassando todos os limites, parecia um purgatório eu tinha mal acabado de sair de um hospital onde fiquei 8 dias e voltei pra ficar mais horas em outro... Ficamos das 20:30 até as 02:30 da manhã... 
    Já em casa não foi nada fácil, ele era um anjo quase não chorava, mamava super bem quando chegava a noite eu não pregava os olhos nunca, nessa época ele era tão pequeno que cabia no carrinho e ainda sobrava muito espaço, então eu encostava o carrinho na cama do meu lado e deitava com a mão esticada observando o barulho da respiração, a cada mexida dele eu pulava de um salto e ia vê-lo. Nos primeiros dias ele mamava 60 ml....a cada 2 ou 3 horas. Fomos ao Pediatra depois de umas semanas e ele tinha engordado 1 kilo passou de 2095 kg (quando ele saiu do hospital estava com esse peso, normalmente eles perdem até 10% do peso de quando nasce), para 3200 kg, vitória!!! Ele chegou a um mês de vida sem nenhuma febre, bem mais gordinho!!
    Na outra consulta o médico disse examinando que ele tinha refluxo, perguntou se ele tinha alguma vez vomitado...Até ali não, mas parece que nossa agonia recomeçava alguns dias depois ele começou a engasgar bastante e a vomitar muitas vezes...Era horrível agente via que ele sofria e cortava o coração, o médico disse que era refluxo normal e que não era dos graves, mas a noite quando ele ia dormir várias vezes parecia que lhe faltava o ar, meu coração apertava cada vez que ele tinha uma apneia, não dormia fazia mais de um mês, meu aspecto estava horrível, não conseguia fazer mais nada além de cuidar dele, estava super estressada, tratava mal à todos a minha volta, a única pessoa que tinha meu total amor e atenção naquele momento era meu filho. O meu cansaço era tanto que manchei quase metade das roupas dele na máquina com água quente...Chorava todos os dias...Era a mistura de Alegria por ser mãe e a dor de me sentir tão impotente diante dos problemas. Todos os dias tentava erguer a cabeça e não cair em depressão somente por um motivo: MEU AMOR POR ELE ERA MAIOR QUE QUALQUER PROBLEMA. 
    Quando eu via meu filho sofrendo com soluços fortíssimos, vomitando ou se engasgando eu rezava baixinho para Deus passar esses problemas pra mim, nessa época eu também não comia direito o que mais tarde me desencadeou uma baita de uma úlcera nervosa, aliás não fazia nada direito, tomava banho quando meu marido chegava as 22:00, pois não conseguia deixa-lo sozinho de jeito maneira, comer era só quando estava no extremo da fome, na verdade confesso que até hoje é assim, ir ao banheiro??? Só quando a bexiga doía, minha vida era ele, para ele e por ele 24 horas por dia, 7 dias por semana...
    Não sei se estava sendo boa mãe, mas dei e estou dando meu coração, minhas lágrimas, meu suor e todo meu amor para ele, porque apesar de todos os problemas eu nunca fui tão feliz quanto agora!

Continua no próximo post...

Gravidez e parto assombrada pela pré eclampsia...



Olá meu nome é Giuliana tenho 26 anos e estou escrevendo este blog no intuito de compartilhar a alegria, as experiências e os medos de ser mãe.

    Minha vida começou esse ano dia 03/02/2012, pelo menos minha vida de mãe nesse dia descobri que nada que eu achava que importava era realmente importante e que nada se compara com o amor de ser mãe.
     Quando descobri que estava grávida fiquei apavorada, não por não querer ser mãe, era o momento que não era propicio para isso. eu e meu esposo estávamos desempregados, e não esperávamos que depois de 10 anos juntos eu iria engravidar tomando pílula. O que não sabíamos na época que tomar antibiótico corta o efeito da pílula anticoncepcional.
    Minha gravidez foi um pouco assustadora, eu não ganhava muito peso, não tinha muita fome, minha pressão ficou alta e no fim da gravidez comecei a perder líquido, na última USG com 8 meses descobrimos que além de pouco líquido eu estava com pré eclampsia. Chorei muito, fiquei com muito medo, fomos pra casa muito tristes com aquela situação, naquela mesma madrugada perdi mais um vez mais líquido e fomos pro hospital, no hospital a médica me internou e fiquei 4 dias sozinha e apavorada cheia de casos de mulheres sem líquido aminiótico e sem UTI Neonatal suficiente para tantos bebês prematuros, continuei perdendo líquido e minha pressão não abaixava de 15,9. Meu bebê se mexia menos e isso me apavorava cada minuto mais o que colaborava pra minha pressão ficar cada dia mais alta. Eu estava com 36 semanas de gestação e não entendia, porque eles ainda mantinham meu bebê ali na minha barriga se ele não estava nem crescendo, nem engordando.... Fui descobrir que por um engano de leitura da minha ultra eles achavam que eu estava com 32 semanas e que iria precisar de Uti, falamos com o médico, refizemos as contas e meu parto foi marcado pro dia 03/02/12 e às 10:30 hrs sem complicações e com muita saúde nasceu a pessoas mais importante da minha vida... O Michael.
    Ele nasceu pequeno com 45,5 cm e com 2265 kg, mas no mesmo dia foi pro quarto comigo, ele era forte e saudável. O médico pediatra só achou estranho o fato de ele não sugar meu peito, mas com tanto stress traumático e por ele ser prematuro era normal eu quase não tinha leite, menos pro médico que continuou me apavorando, mandou fazer um monte de exames e a cada exame eu ficava aflita até o resultado que era sempre normal e saudável, Graças à deus! Depois de tudo isso após 2 dias internada apos a cirurgia de cesárea eles deram alta pra mim e não pra ele, é claro que fiquei lá. E de novo eu sozinha com dores pós cirúrgicas, pois ninguém podia me acompanhar depois da alta fiquei lá cuidando com dificuldades do meu filho tão amado, dia após dia eles insistiam em fazer ele mamar no meu peito que nessa altura tentando todos os métodos possíveis como bombinha, conchinha e até tirar com a mão mesmo não tinha mais quase nada de leite. O pior que eles me apavoravam falando que se ele não mamasse eu não iria poder leva-lo para casa, no terceiro dia pedi para falar com o médico. Eu vi que não tinha jeito, estava realmente com pouco leite o que fazer ali então????? Ficar expondo meu filho a bactérias e infecções??? Eu me comprometi a leva-lo e tentar dar o peito para ele e se ele não conseguisse iria dar nan, depois de 8 dias naquele hospital ele me liberou...Sabe a foto de saída da maternidade tradicional????? Pois é sai tão apavorada de lá quase correndo que nem fiz questão!!! Liguei pro meu marido  peguei nossas coisas e fomos para casa!!!!


Continua no próximo post!