sexta-feira, 29 de junho de 2012

As aflições, stress, refluxo e o grande amor para enfrentar tudo de peito aberto!



    Quando chegamos em casa as aflições continuaram, no mesmo dia à noite tive que leva-lo ao hospital infantil para mais alguns exames, chegamos lá foi uma tortura, eu sei que elas precisavam de fazer o exame de sangue, mas o pobre do menininho já estava todo judiado, pois quando nasceu a glicemia estava baixa e era constantemente furado. Fizeram exame de sangue para medir o nível de amarelão que ele estava, fizeram o exame...Sofrimento aqueles bracinhos mínimos sendo apertados com aquelas borrachas e uma agulha que era maior que a veia dele...Sofri muito em vê-lo chorando, fomos esperar na sala de espera, cheio de crianças doentes, fiquei aflitíssima já que ele tão pequeno era muito vulnerável.... Depois de horas esperando me chamaram para dizer que teriam que refazer os exames, pois o sangue que tinham tirado estava coagulado, mais sofrimento me desesperei comecei a chorar meu nível de stress estava ultrapassando todos os limites, parecia um purgatório eu tinha mal acabado de sair de um hospital onde fiquei 8 dias e voltei pra ficar mais horas em outro... Ficamos das 20:30 até as 02:30 da manhã... 
    Já em casa não foi nada fácil, ele era um anjo quase não chorava, mamava super bem quando chegava a noite eu não pregava os olhos nunca, nessa época ele era tão pequeno que cabia no carrinho e ainda sobrava muito espaço, então eu encostava o carrinho na cama do meu lado e deitava com a mão esticada observando o barulho da respiração, a cada mexida dele eu pulava de um salto e ia vê-lo. Nos primeiros dias ele mamava 60 ml....a cada 2 ou 3 horas. Fomos ao Pediatra depois de umas semanas e ele tinha engordado 1 kilo passou de 2095 kg (quando ele saiu do hospital estava com esse peso, normalmente eles perdem até 10% do peso de quando nasce), para 3200 kg, vitória!!! Ele chegou a um mês de vida sem nenhuma febre, bem mais gordinho!!
    Na outra consulta o médico disse examinando que ele tinha refluxo, perguntou se ele tinha alguma vez vomitado...Até ali não, mas parece que nossa agonia recomeçava alguns dias depois ele começou a engasgar bastante e a vomitar muitas vezes...Era horrível agente via que ele sofria e cortava o coração, o médico disse que era refluxo normal e que não era dos graves, mas a noite quando ele ia dormir várias vezes parecia que lhe faltava o ar, meu coração apertava cada vez que ele tinha uma apneia, não dormia fazia mais de um mês, meu aspecto estava horrível, não conseguia fazer mais nada além de cuidar dele, estava super estressada, tratava mal à todos a minha volta, a única pessoa que tinha meu total amor e atenção naquele momento era meu filho. O meu cansaço era tanto que manchei quase metade das roupas dele na máquina com água quente...Chorava todos os dias...Era a mistura de Alegria por ser mãe e a dor de me sentir tão impotente diante dos problemas. Todos os dias tentava erguer a cabeça e não cair em depressão somente por um motivo: MEU AMOR POR ELE ERA MAIOR QUE QUALQUER PROBLEMA. 
    Quando eu via meu filho sofrendo com soluços fortíssimos, vomitando ou se engasgando eu rezava baixinho para Deus passar esses problemas pra mim, nessa época eu também não comia direito o que mais tarde me desencadeou uma baita de uma úlcera nervosa, aliás não fazia nada direito, tomava banho quando meu marido chegava as 22:00, pois não conseguia deixa-lo sozinho de jeito maneira, comer era só quando estava no extremo da fome, na verdade confesso que até hoje é assim, ir ao banheiro??? Só quando a bexiga doía, minha vida era ele, para ele e por ele 24 horas por dia, 7 dias por semana...
    Não sei se estava sendo boa mãe, mas dei e estou dando meu coração, minhas lágrimas, meu suor e todo meu amor para ele, porque apesar de todos os problemas eu nunca fui tão feliz quanto agora!

Continua no próximo post...

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